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Será Que o Open É Para Mim?

Chegou aquela altura do ano, os Reebok CrossFit Games estão de volta. E com eles um único objectivo, encontrar os atletas “Fittest on Earth” deste ano.

Comparativamente com anos anteriores, o formato de qualificação para a prova mudou um pouco. Os Regionais terminaram e agora a qualificação para chegar até Madison, Wisconsin (E.U.A.) pode ser feita através do Open, como sempre foi feita, ou através de convites atribuídos os melhores classificados nos novos eventos sancionados da CrossFit.

O que não mudou é o clássico formato do Open que tanto move e motiva a nossa comunidade. Durante cinco semanas – de 21 de Fevereiro a  25 de Março – serão anunciados cinco eventos que todos os atletas inscritos deverão realizar e enviar os resultados de forma a obterem a sua classificação online. Com o fim dos Regionais, o Open permitirá pela primeira vez levar os campeões nacionais directamente ao palco principal dos CrossFit Games.

 

 

Mas afinal, será esta prova para mim?

Começo por passar-vos a minha experiência. Tenho cerca de três anos de CrossFit e em nenhum deles me inscrevi no Open. Contudo fui fazendo alguns dos WOD’s e a experiência nunca foi a melhor. Apesar do ambiente extremamente positivo e motivador que se gerou sempre entre a comunidade da box onde treinei, coloquei sempre uma enorme pressão em mim para ter um determinado resultado, executar um determinado movimento, ter um tempo igual ou aproximado ao de um outro atleta, entre outros. Tudo isso criou uma grande ansiedade em mim antes de cada WOD resultando muitas vezes em fracas prestações. Ou seja, para além da minha falta de treino e preparação, todo o mindset estava errado e, pior do que isso, não me estava a divertir.

Tudo isso fez-me reflectir um pouco melhor sobre o assunto e a minha experiência. Enquanto atleta – digamos assim – o meu foco nunca deveria ser os outros, mas sim a minha performance e o meu treino. Interpretar o resultado de cada desafio com um olhar crítico sobre mim, sobre o meu fitness, e não procurar aprovação do mesmo pela comparação com os resultados de outros atletas.

 

Posto isto e tendo apenas agora em conta os atletas que não estão verdadeiramente a competir no Open, valerá assim tanto a pena repetir um destes WOD’s em busca de um melhor resultado? Se a minha intenção para repetir for meramente um melhor resultado, a única coisa que provavelmente vou aumentar será o meu ego e desperdiçar mais um dia de treino. Sendo o foco sempre o meu treino, fitness e performance, repetir um destes testes não o fará melhorar por si só, mas sim olhar para o mesmo de uma forma crítica e perceber o que preciso de melhorar nos treinos para o futuro.

 

Então até que ponto é importante eu inscrever-me nesta prova? A isto só vocês saberão responder a vocês próprios.

Estarão prontos para a intensidade a que se propõem? Treinaram para isso? Estão dispostos a testarem o vosso próprio fitness? É algo que desejam mesmo fazer?

O Open pode ser adaptado a todos, mas competir não. Competir exige muito mais.

 

Estamos neste momento com dois WOD’s anunciados do Open deste ano, e possivelmente muitos de vós já desenvolveram uma opinião sobre os mesmos e a vossa prestação até agora.

Eu próprio já fiz os dois testes porque estavam na minha programação, caso contrário não os iria fazer. Porque se os fizesse fora da minha programação iria prejudicar o meu próprio treino. Porque esta prova não é o meu foco agora. Um dia muito possivelmente será, mas apenas quando lá chegar e quando tiver a certeza que é o momento indicado é que estarei verdadeiramente dedicado à mesma.

Limitei-me a ver o anúncio dos dois em directo [ porque quem me conhece sabe que sou viciado a esse ponto e adoro isto! 😁💪 ], analisei e estruturei como haveria de encarar cada WOD, discuti o “plano de ataque” com o meu treinador, fiz o meu treino normal e no WOD mantive a estratégia estabelecida. E foi basicamente isto, simples.

 

Em suma:

  • Qualquer um pode fazer e inscrever-se no Open, desde que esteja preparado para tal, quer a nível de treino, mas principalmente a nível mental.
  • Todos vocês podem fazer o Open, e eu próprio motivo-vos a fazê-lo, mas apenas se o estiverem a fazer por e para vocês próprios, porque é vossa intenção e porque querem testar o vosso fitness.
  • O vosso foco não deverá ser comparar o vosso resultado aos de outros atletas, mas sim preocuparem-se como podem apresentar e melhorar a vossa performance em cada desafio.
  • Se não estão a competir verdadeiramente, não repitam um desafio só no sentido de melhorar o vosso tempo ou de fazer mais uma ou outra repetição. Usem o que sentiram e o vosso resultado como pontos de referência para melhorarem alguns aspectos da vossa prestação e treino no futuro.
  • Não pressionem outros atletas a partilhar o seu resultado só para obterem aprovação do vosso. Principalmente atletas que estão verdadeiramente a competir e que por vezes são excessivamente pressionados, aproveitem antes para apoiá-los e motivá-los.
  • Acreditem no vosso treino. Se estão a competir no Open não deixem a ansiedade tomar conta de vocês, confiem no trabalho que desenvolveram e usem esse sentimento para motivar-vos a encontrar a vossa melhor versão.

 

E estando ou não a fazer o Open, aproveitem a época e divirtam-se.

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