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Mare Challenge 2018 – São Jacinto, Aveiro

Apostei muito nesta prova. Sabia que tinha muito a provar, a mim próprio.

Nesta época desportiva – se a podemos chamar assim – apostei para várias provas, sendo que as duas primeiras não correram como tinha imaginado e acabei por não me qualificar nas mesmas, o que me deixou obviamente desiludido e triste com a minha prestação nas mesmas.

O Mare Challenge foi o novo folgo competitivo que estava a precisar. Sendo uma prova em duplas, convidei um atleta amigo de outra box e ao qual estou muito agradecido por ter aceite este desafio. Tentámos fazer a melhor das preparações possíveis, e dadas as circunstâncias penso honestamente de devemos estar orgulhosos do trabalho que desenvolvemos fora e dentro da prova.

Sabia que ia deparar-me com algumas fraquezas minhas, mas tentei nos tempos antes preparar-me ao máximo para enfrentar as mesmas e depois jogar com alguns dos meus pontos mais fortes.

Sábado, 7 de Julho de 2018

WOD 1 – AQUATHLON

For Time:

  • 1,6 Km Run
  • 300 m Swim
  • 4,4 Km Run

Time Cap: 60:00

Não vos passa pela cabeça o nervosismo e ansiedade que se geraram na minha cabeça ao ouvir este WOD no briefing da prova e saber que os dois elementos tinham 300 metros de natação em águas abertas. Sabia que ia estar relativamente à vontade na corrida, contudo o meu desgaste e desconforto na água podia pôr tudo em causa.

A nossa estratégia foi “deixar-nos” ir, tentei poupar-me um pouco na corrida inicial porque sabia que ia levar um valente “estalo” na água. Depois da natação decidimos que o meu companheiro devia ir a liderar a corrida final e eu ficaria responsável por tentar apanhá-lo. Isto é, optámos por uma estratégia que não me deixasse ir abaixo depois da natação. Felizmente a natação em águas abertas foi ultrapassada com sucesso e ainda conseguimos subir umas posições na corrida final, tendo feito meia tabela.

A natação para mim sempre foi mais um questão psicológica do que física. E com o passar dos tempos sinto que o meu “à vontade” na água tem melhorado juntamente com a minha técnica.

WOD 2 – TAG & CLIMB

10 Rondas:

  • 1 Shuttle Run
  • 1 Rope Climb

Time Cap: 08:00

A minha confiança nas Rope Climb é sempre uma incerteza, e até mesmo no aquecimento foi um desafio. Ao fim dos dez segundos de countdown, só pensei: Vai ter de dar! Foi sprintar até à corda, saltar e subir como nunca o fiz e começar a sentir o WOD rolar! Que emoção épica! Estou muito orgulhoso da nossa prestação neste WOD, fizemos um tempo de 03:54 e um 16.º lugar na tabela geral. Sempre constantes nos sprint’s e na subidas à corda.

É incrível como o nosso mindset pode ter efeitos fantásticos na nossa performance, senti muito isso neste desafio. Ficámos em 16.º lugar neste desafio.

WOD 3A / 3B – LIFT & CARRY

21 – 15 – 9

  • Alternate Slam Ball Over The Yoke [ 60 Kg / 130 cm de altura ]

42 – 30 – 18

  • Burpees Over The Partner

Time Cap: 11:00

Descanso: 02:00

AMRAP 03:00

  • Yoke Carry

Score = Carga x Distância Percorrida

Último WOD de sábado. Já um pouco cansado mas ansioso por pôr alguma carga em cima! Um desafio com alguns movimentos de Strongman que gosto particularmente, e principalmente com a Slam Ball e o Yoke.

Na parte inicial deste WOD obviamente o objectivo seria acabar o mais rapidamente possível para termos mais algum tempo de descanso e de planeamento de estratégia para a parte B. Optámos por colocar um peso leve na estrutura – quatro bumper’s de 5 Kg – para fazermos um maior número de percursos, mais rapidamente.

Talvez aqui acredite que tenhamos feito uma má gestão, penso que jogámos pelo confortável e deveríamos ter arriscado uma carga maior na minha opinião. Descemos um pouco, passámos de um 22.º lugar para um 27.º.

Mas o primeiro dia estava feito, e mesmo terminando em 27.º estivemos sempre motivados e focados em subir no dia seguinte.

 

Domingo, 8 de Julho de 2018

WOD 4 – BEACH PARTY!

3 Rondas:

  • 25 m Alternate Tyre Flip
  • 25 m Tyre Drag

Time Cap: 12:00

Mais peso! Estava confiante. Este WOD era a meu ver a minha praia, literalmente!

Talvez o tenha subestimado. O pneu não era assim tão leve quanto parecia, e a areia não ajudou em nada. Infelizmente não terminámos dentro do time cap por uma ronda, o que me deixou decepcionado. Contudo mais tarde este WOD acabou por ser anulado devido a alguns problemas que surgiram num dos pneus, e não sendo justo para todos os atletas, a organização optou por anular o mesmo.

WOD 5 – SUICIDE SPRINT

For Time:

Atleta 1:

  • Zig Zag Sprint
  • Wheel Barrow [ 100 Kg ]

Atleta 2:

  • Zig Zag Sprint
  • Wheel Barrow [ 100 Kg ]

Atleta 1 + 2:

  • Sprint [ até linha de partida ]

Time Cap: 03:00

Só para que fique claro, detesto sprints! Prefiro longas distâncias. E ao entrar neste WOD sabia que isso nos poderia prejudicar. A parte de força do Wheel Barrow nunca tinha experimentado até ao aquecimento, mas senti-me confortável com ele. Era um desafio extremamente curto e intenso, portanto era pôr o speed todo ali!

Fizemos o mesmo em 01:45, tendo sido o nosso terceiro melhor WOD do fim de semana de competição.

WOD 6 – HOLD THAT BALL

3 Rondas:

  • 10 Partner Squats
  • 20 Box Jump Over [ 60 cm ]
  • 30 KB Ground To Overhead [ 24 Kg ]

Enquanto um atleta realiza os Box Jump Over e os KB Ground To Overhead, o outro atleta deverá segurar a Slam Ball [ 60 Kg ] acima da cintura.

Time Cap: 15:00

Era o último WOD antes da final. Não há como não sentir a pressão, mesmo sabendo que era impossível chegar ao aos dez primeiros que passariam à final.

O sentimento nesta altura ultrapassa o sofrimento. Eu sabia que não passava à fase seguinte mas não me ia embora sem dar literalmente, tudo! Foi o WOD mais sofrido pelos movimentos que tinha e pelo desconforto que causou, mas o que mais gozo deu terminar a seguir ao da natação e corrida.

Nunca senti tanto ardor nas pernas ao agachar, mas ao mesmo tempo não as quebrei. Nunca agarrei com tanta força aquela bola. Nunca fiz KB Snatch com 24 Kg com tanta garra como fiz em prova, aquele KB só faltou voar!

E está feito, 12:18.

Acabou, ficámos por aqui.

Não posso estar triste. Ao fim do último dia cumprimos com o objectivo, passámos um lugar apenas, mas subimos!

Terminamos o Mare Challenge 2018 em 26.º lugar. 

Após duas tentativas de qualificação falhadas, esta foi a prova que sobrava no meu calendário. Encarei-a como uma nova experiência em equipa, mas sendo uma prova que me iria testar em campos nos quais não me sinto totalmente confortável, dediquei-me a 110% à sua preparação de forma a evitar erros anteriores e a ver até onde conseguia chegar.

Acabo a minha época competitiva de 2018 com um 26.° lugar na categoria geral masculino em equipas, uma meia tabela partilhada com grandes atletas que competiram neste fim de semana só me pode deixar contente. Não só por esta ter sido a minha segunda grande competição, mas por ser o meu melhor resultado até à data, tendo apenas como referência um top 30 na categoria B da Battle Of Coimbra 2017. Finalmente provei que consigo dar luta entre alguns grandes.

Foi uma prova sofrida e exigente mas está feito. E agora?

Agora é continuar os treinos, mais focado do que nunca. Quero voltar ainda mais forte para o próximo ano, aliás, eu vou voltar mais forte do que nunca. E não, não é ser convencido ou presunçoso, é mesmo comprometimento comigo mesmo. É o que me motiva a treinar todos os dias, a acordar cedo para ir para a box, a dar tudo em cada treino. Superar-me dia após dia.

O “puto” ainda agora chegou.

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