Ficha Técnica

CEO / Digital Content Manager
Jorge Filipe Fresco

Cronista
Renato Costa

Fotografia
Patrícia L. Martins

Web Design & Development
Creatives – We Launch Brands

Top

Competir Lá Fora

Recém chegados das suas provas lá fora, o André Teresinho regressa a Portugal com um 6.º lugar na categoria Rx Masculino do Wodapalooza e o João Ferreira com um lugar no pódio no The European Championships.

Contudo nem todos entendem o porquê deles optarem por estas provas ao invés das nossas competições nacionais. Que procuram afinal os nossos atletas lá fora?

Falámos com eles e mais duas das nossas referências nacionais e tentámos perceber o porquê de competir fora do nosso território nacional e quais os principais objectivos e dificuldades que encontram.

 

André Teresinho

Apesar de ainda não saber se iria aos CrossFit Games ou não, fazia parte do planos experienciar uma competição americana, não só pelo nível de competitividade que esta teria, mas também por motivos fora do estímulo competitivo propriamente dito – fuso horário, clima, capacidade de ambientação a outros costumes/hábitos.

Como vantagens teria que evidenciar o nível competitivo, poder comparar-me a atletas de todo o mundo e ajudar a manter o meu nível de humildade – nunca entrar numa zona de conforto que me faça pensar que já sei tudo e que não possa melhorar cada vez mais todos os dias. Tudo isto funciona como fonte de motivação!

Quanto a desvantagens, a principal seria sem dúvida os custos de uma viagem deste tipo, como os voos, inscrição na própria competição, entre outros. É importante ter uma equipa forte de patrocinadores que permita facilitar competições destas. Claro que um atleta não pode esperar ter tudo sem apresentar resultados consistentes ao longo do tempo. É um mundo em que tens de dar bastante de ti até obteres algum retorno. Vejo isto como um investimento para o futuro. #GotToEarnIt

O nível de rigor é impressionante. Venha quem vier, os juízes e todas as outras entidades responsáveis que gerem a prova tratam todos da mesma forma. Não existem vedetas que mereçam condições especiais acima dos outros, a palavra do juiz na prova é final e todos respeitam-na.

FUN FACT: A zona de aquecimento do Wodapalooza tinha mais material que qualquer box em Portugal!

Brevemente as próximas provas que irei fazer fora do país serão os Madrid CrossFit Championships e os CrossFit Games. Ainda não temos mais nada definido mas serão eventos sancionados para a época 2020/2021 dos CrossFit Games.

 

 

João Ferreira

Desde que comecei a praticar CrossFit que o meu objectivo sempre foi representar Portugal nas maiores competições da modalidade a nível mundial. Adoro competir ao lado de atletas que admiro por tudo o que já fizeram no desporto, carregar a bandeira comigo e orgulhar/inspirar os portugueses a seguir os seus sonhos e a arriscarem na vida.

Com muita pena minha já tive que declinar alguns convites para provas de grande dimensão no estrangeiro – sendo o mais recente o convite para o Down Under CrossFit Championships 2020 – por questões monetárias porque infelizmente em Portugal os apoios a nível financeiro para o desporto são muito deficitários. Mas experiências como a minha mais recente participação nos The European Championships 2020 – subir ao pódio ao lado de atletas incríveis que admiro, e receber o carinho e apoio de toda a nossa comunidade, mesmo à distância – fazem valer a pena todas as dificuldades. Aproveito para agradecer mais uma vez a todos os portugueses por toda a ajuda que me deram na minha ida aos CrossFit Games 2019, pois se não fossem eles não teria sido possível eu ir.

Competir no estrangeiro é brutal porque aprendo sempre mais sobre mim enquanto atleta, posso conviver e competir com atletas que não conheço – e não sei o que esperar deles em prova, o que torna as coisas ainda mais interessantes e desafiantes – e acabo por ter contacto com pessoas que não teria se não fosse a estas competições fora de Portugal. Cada competição tem uma forma particular de testar os atletas e adoro quando oferecem um teste variado e com isso cobrem todos os domínios do Fitness.

A minha próxima competição será o evento sancionado CrossFit German Throwdown 2020, nos dias 28 e 29 de Março em Berlim, e conto dar o meu máximo em todos os eventos de modo a conseguir representar Portugal da melhor maneira possível.

 

 

Carina Simões

Poderá não ter tudo a ver com o assunto que é aqui falado mas, para mim, a definição de atleta profissional é um atleta que “se pode dar ao luxo” de apenas treinar, sem se preocupar com mais nada. É um atleta que não precisa de trabalhar, porque o seu trabalho é treinar. É um atleta que treina, come e dorme. É um atleta que organiza toda a sua vida em função do treino.

Em Portugal não temos ninguém que eu possa dizer que tem esse enorme privilégio.

Em todas as áreas falamos em sair da nossa zona de conforto. No caso específico do CrossFit, saímos dessa zona quando vamos competir “lá fora”. Quando competimos em Portugal, conhecemos todas as fraquezas e pontos fortes dos adversários com quem estamos a competir. Quando vamos a uma competição fora de Portugal, estamos completamente em terreno desconhecido. Não sabemos bem o que vamos encontrar. Mas sempre que a competição termina, saio com uma certeza: “Se elas conseguem estar no topo – com as mesmas ou piores condições que eu – porque é que eu não consigo?”

Cada novo desafio dá-nos alento para treinar com mais vontade e conciliar as necessidades da vida profissional com as exigências do treino.

As competições fora de Portugal implicam sempre um custo elevado mas, felizmente, com o apoio de marcas portuguesas conseguimos participar nestas provas e assim evoluir constantemente. As próximas onde irei participar serão os Madrid CrossFit Championships, a Battle For Middle Ground e os Compostela Cross Games.

 

 

Tiago Luzes

A opção de querer competir fora do país não está relacionado com o nível dos atletas nacionais, porque se o top 30 nacional fosse todo a uma prova, ia ser um fim de semana bastante exigente porque o nível está cada vez melhor e as provas também estão a evoluir. A razão de competir lá fora prende-se com o facto de ganhar outras experiências, de competir com outras pessoas que não sabes o que esperar delas e teres de estar pronto para o inesperado.

As vantagens são – como disse anteriormente – ganhar experiência no inesperado e com atletas com um nível bastante superior ao meu. Quanto às desvantagens, talvez só a nível de despesas.

Eu apenas fiz uma prova no estrangeiro – em Espanha – e muito sinceramente não gostei da prova nem da organização, no entanto foi bastante importante para mim porque eu vinha sem treinar há um mês e com três semanas de treino consegui um bom lugar na geral, o que me deu ainda mais motivação para atacar o Open, que começaria passado duas semanas.

A próxima prova que tenho confirmada é o evento sancionado em Madrid, que neste momento é o meu maior foco. No entanto, tenho uma em Inglaterra no mês de Junho e a respectiva qualificação começa daqui a duas semanas, o que também será uma competição importante para mim e para a minha preparação.

 

 

Para saberem mais sobre o percurso destes nossos atletas nacionais, sigam o André Teresinho, o João Ferreira, a Carina Simões e o Tiago Luzes através das suas redes sociais.

Partilha
Sem Comentários
Deixa o teu comentário
Nome*
Email*
Website